Reunião de condomínio e o vizinho chato

Morar em prédio não é fácil. É um exercício de paciência, empatia e cuidado que devem ser renovados todos os dias. Virtudes que nem todos trazem no caminhão da mudança, principalmente os que sempre moraram em casas e tinham como limite um muro no quintal.

Dividir o mesmo espaço com outras pessoas exige atenção. Nem sempre sabemos o nome do vizinho novo, de onde ele veio e quais são seus planos. Embora o seu apartamento seja uma unidade autônoma – é assim que as convenções condominiais o definem -, temos muitas outras áreas de uso comum, como corredores, área de estacionamento e portaria. E nem dentro do seu próprio apartamento você pode fazer o que quiser, quando quiser nem com quem quiser.

Até por isso, não é incomum que a famosa reunião de condomínio seja encarada como um arena de combate que cheira a confusão. E é ali, naquelas poucas horas durante a reunião ordinária do ano, que muitos se revelam – para o bem e para o mal.

Pessoas convivendo em comunidade

Reunião de condomínio é chata. Não poderia ser diferente, já que não é um evento festivo nem confraternização entre amigos. Por isso que, na minha opinião, é imaturo não participar só porque “o pessoal fica lá discutindo sobre os problemas do prédio”. A não ser que você tenha um compromisso inadiável, é obrigatório participar daquele momento e contribuir com suas ideias e sugestões. Que vote e seja votado nas decisões mais importantes e que tenha ciência do que está acontecendo com cada centavo que é pago das taxas que são cobradas.

Tudo isso para que, depois da reunião, você não ande pelos cantos reclamando das decisões que foram tomadas na sua ausência.

Eu sempre participo. Acredito que é importante, que preciso contribuir, nem que seja dando uma opinião contrária à maioria, mas nunca deixando de me posicionar. É infantil achar que um evento como esse precisa ser interativo, legal. Não, não é. O mundo dos adultos, felizmente, é feito de compromissos que são chatos para quem ainda não entendeu o que é crescer.

Aquele momento, onde quase todo mundo se reúne, é importantíssimo para que a paz seja estabelecida no restante do ano. E serve também para estreitar laços com outras pessoas, conhecer um pouco mais de suas histórias e criar o mínimo de proximidade para que assuntos relacionados ao condomínio sejam resolvidos por adultos que falem e que saibam ouvir.

É cada vez mais comum, principalmente entre os mais jovens, morar em apartamentos e condomínios. E entrar num lugar assim exige tudo isso que falei, além de muita maturidade e responsabilidade.

Portanto, seja um bom morador. Seja um bom vizinho. Não fique criando caso nem atrapalhando a vida de quem só quer paz e sossego. E se algo te incomodar, sinta-se à vontade para comunicar o que acontece mostrando seu ponto de vista ao morador ou síndico do prédio. Só não se afaste, não se isole e ache que ninguém presta e que as reuniões são chatas e sem serventia.

O pior tipo de morador é aquele que não participa de nada e que fica pelos corredores fazendo fofoca e reclamando das decisões tomadas na sua ausência. Ausência esta que se consuma na total falta de maturidade para enfrentar momentos como uma reunião de condomínio, que não é e nunca vai ser tão atrativa quanto um parque de diversões ou o joguinho de vídeo game que você acabou de comprar.

Não seja esse tipo de gente. Os outros vizinhos e quem mora junto com você agradece.

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