Um amigo que se foi

Ainda bem que não vi você partir.

Pensa bem. Foram 12 anos juntos, indo e voltando, levando e buscando. Não é pouco tempo. Parceria de longa data. Viagens, jogos do São Paulo na capital e tantos outros rolês.

Sempre que surgia a possibilidade de você respirar novos ares eu ficava apreensivo. Não sei, mas acredito que você sentia o mesmo. Não foi uma decisão fácil, mas ela tinha que ser tomada.

Lembra do dia que eu dei um nome? Eu estava fascinado pelos livros do Pedro Juan Gutierrez, e naquele momento eu lia “Trilogia suja de Havana”. Puta livro! Pedrito seria uma justa homenagem ao escritor cubano. Espero que tenha gostado.

O certo é que você partiu na noite de 29 de outubro de 2018 e eu nem vi.

Vai dar um rolê por outras bandas, conhecer outras cidades. Você vai se sentir bem, não tenha medo. Ficar rodando sempre pelos mesmos caminhos não é legal.

Espero que seu novo dono seja um cara cuidadoso. Estou na torcida sempre por você, meu companheiro. Nos encontramos nas estradas da vida.

Grande abraço, Pedrito. ❤

Eu e o Pedrito no nosso último encontro

Texto originalmente publicado em 20 de novembro de 2018 no Facebook

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