O primeiro golpe a gente nunca esquece

Decidimos criar um novo produto para a Claricear Filmes assim que a quarentena começou. Queríamos ajudar restaurantes que, do dia para a noite, tiveram que fechar as portas e trabalhar apenas com delivery.

Criamos um vídeo animado para servir de modelo. Dessa forma, poderíamos personalizar este vídeo (logo, cores, frases, fotos e informações de contato) e vender por um preço bem acessível, barateando os custos e ajudando quem precisasse. O valor do vídeo era R$29,90.

No começo deu tudo certo

Na época nós começamos bem. Foi tão bom que, além deste vídeo de R$29,90, criamos mais 2 modelos para “rechear” o nosso catálogo. Nos vídeos novos, melhoramos bastante a parte gráfica e aumentamos o valor final do produto personalizado: R$59,90.

O mais curioso é que esta ação nos abriu muitas portas, inclusive para clientes que não queriam os nossos vídeos personalizados. Eles viam o vídeo personalizado e queriam algo exclusivo, feito do zero.

Até dia 11/05/2020 não tivemos nenhum problema. Todos os clientes que entraram em contato, compraram e pagaram como combinado. Mas como dizem: “sempre tem uma primeira vez”. E foi nesse dia que tomamos o primeiro golpe de um suposto cliente.

Aliás, num mesmo dia tomamos 2 “balões”. Se não contarmos o tempo como um ativo financeiro, não perdemos dinheiro. Mas foram pessoas que pediram vídeos e depois simplesmente sumiram. Uma dessas pessoas alegou que não gostou do resultado final do vídeo – mesmo ele sendo feito baseado num modelo. É complicado entender a cabeça de algumas pessoas, até porque ela alegou que “esperava algo diferente”.

Como assim “esperava algo diferente”?

O outro cliente, que 3 dias antes elogiou o vídeo que entregamos, sumiu. Chegou ao ponto de bloquear no Whatsapp e no Instagram. Resumindo: um baita de um frouxo que sequer foi capaz de inventar uma desculpa.

Homem caído no ringue depois de ser nocauteado pelo seu adversário

Siga os ensinamentos de Seth Godin: “fuja de clientes que são como becos sem saída”

É óbvio que situações assim chateiam. Fazendo uma analogia com os próprios restaurantes, seria como o cliente sentar na mesa, pedir um lanche e desistir assim que o garçom trouxesse o produto pronto. Ou reclamar que não ia querer porque o x-salada veio sem ovo e ele “esperava algo diferente”.

Por se tratar de um vídeo modelo, atitudes como esta é inadmissível. Acredito ainda que pessoas que agem assim não possuem caráter e não respeitam o trabalho dos outros. Com o agravante de que no segundo caso o sujeito “fugiu” sem dar qualquer explicação.

Claro que a minha vontade, no dia, era de me vingar – quem é que não gosta de uma vingança? -, ligar no estabelecimento do cara e fazer um pedido, só de sacanagem, para entregar num endereço da cidade dele que não existe. Mas não, eu não poderia agir como eles.

“Na vida, ou a gente acerta ou a gente aprende”. Li isso uma vez em algum lugar e serviu como lição. Entendi, aprendi e seguimos em frente, buscando novos trabalhos e novos clientes para a nossa produtora. Tanto que hoje atuamos com clientes totalmente diferentes e melhoramos consideravelmente não só nossos trabalhos, mas a rentabilidade que eles nos proporcionam.

Tudo passa, como dizem por aí. Mas o primeiro golpe a gente nunca esquece.

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