A perigosa estratégia de marketing do Circo Stankowich

Na primeira vez eu estava no centro.

Não sabia de onde vinha aquele som. Parecia que estava perto, depois longe. Procurei, não achei e continuei minha caminhada.

Na segunda vez eu estava em casa, sentado no sofá. O som vinha do alto, certeza.

“Mas que cacete! É um carro? Não pode ser, o carro do churros eu nunca ouço.”

Desculpa. Cheguei até aqui e ainda não falei que o som que eu ouvia era da propaganda do Circo Stankowich. Você sabe do que estou falando, não sabe?

Então, só hoje descobri que os caras usam um avião pra fazer propaganda do circo.

UM AVIÃO!

É um “teco-teco”, eu sei. Desses que empresário em processo de enriquecimento usa. Serve para transportar produtos de origem duvidosa também. Ainda mais agora que ninguém fiscaliza o aeroporto da cidade.

Mas então, voltando ao avião do circo.

Os caras usam um “teco-teco” pra fazer propaganda. Fica sobrevoando a cidade, divulgando os horários como um carro de som que passa na rua. Voando baixinho.

Não sei você, mas eu não confio nisso não.

Pra mim, circo é um negócio que não inspira segurança. É tudo meio tenso, flertando com o perigo. É legal, eu sei, mas não confio.

Bota um globo da morte, equilibrista ou coisa que o valha. Mas não deixa na mão dos caras um avião pra fazer propaganda.

“Ah, puta jogada de marketing. Os caras são foda!”

Pessoal fala isso. Tem até texto no Google mostrando “o que o Circo Stankowich pode te ensinar sobre marketing”. Não, não. Obrigado.

Isso aí é muito perigoso. Não vem querer ensinar marketing com um “aviãozinho teco-teco” sobrevoando minha cabeça. Quer aprender marketing? Faz os cursos do Rafael Rez. Ou então me contrata que te ensino marketing de um jeito mais seguro e econômico. Tiro seus planos do papel e coloco o negócio pra funcionar. Garanto que é muito melhor.

E você, viu o aviãozinho por aí? O “teco-teco” passou pela sua cabeça também?

4 comentários

  1. meu comentário é: se a propaganda/mensagem chegou até você, foi efetiva, certo? Objetivo foi realizado. Você escutou/ouviu que o Circo Stankovich está na cidade, e isso basta. Até gerou buzz com seu post no facebook, ou seja, foi mais eficiente do que o esperado. Acho que não importa os meios (desde que seja legal, ético e moral, e o piloto do avião tenha recebido um dinheiro justo por isso), se a mensagem chega ao receptor, acho válido. Abraço! – Takez

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    1. Eu entendo que a função da mensagem é chegar até o público, mas neste caso ela poderia chegar de outras formas, talvez mais “seguras” do que usando um avião que voa muito próximo das casas.

      Este foi um texto que me fez refletir bastante depois de escrevê-lo por conta de algumas críticas.

      Fala-se muito que o avião é um dos meios de transporte – veja que aqui estamos tratando como meio de transporte, não como um meio de fazer propaganda – mais seguros do mundo. Mas no Brasil temos média de 1 acidente a cada 2 dias, sobretudo com aviões particulares de pequeno porte (o famoso teco-teco).

      Não é correr risco demais? Se usassem um carro – que também é chato pra caramba – não teriam o mesmo efeito?

      Não basta a mensagem chegar ao receptor, ela precisa fazer com que ele tome uma ação, que neste caso é ir ao circo. Por aqui, acho que eles falharam.

      Abraço, meu amigo.

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    1. Se tiver um propósito, sim. Se for só pra ser diferente, não vejo sentido. Vai chamar atenção, mas não vai converter essa atenção em venda/público no circo. Ou não?

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